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Esperanto está definitivamente enraizado no terreno social. As atividades de seus adeptos se desenvolvem em todo o planeta. Não há um dia em nosso mundo em que não se realizem atividades em torno da Língua Internacional” – afirmou o professor Affonso Soares, responsável pelo Departamento de Esperanto da Federação Espírita Brasileira (FEB), ao jornalista André Marinho, em recente entrevista publicada na “Tribuna Espírita”, órgão de divulgação doutrinária no Estado da Paraíba. A par de referências históricas sobre o surgimento do Esperanto em nosso país, o entrevistado teceu considerações sobre figuras de destaque no início das atividades do movimento esperantista no Brasil, como Francisco Valdomiro Lorenz, Leopoldo Cirne, Ismael Gomes Braga, Yvonne do Amaral Pereira e outros. Sobre a conhecida médium, informou que ela era esperantista de todo o coração. Orgulhava-se de se declarar esperantista, intermediando obras mediúnicas em que seus Guias Espirituais expressaram todo o seu carinho pela genial criação de Zamenhof.
Uma das mais belas propagandas do Esperanto, em nossos círculos espíritas – prosseguiu o entrevistado – encontra-se na obra, por ela psicografada, Memórias de um Suicida, em que o Espírito Camilo Castelo Branco dá notícias da existência de uma Universidade Esperantista no Mundo Espiritual, de onde se irradiam as inspirações para os trabalhadores do Grande Ideal, na Terra e nos círculos espirituais próximos à Crosta. Yvonne correspondeu-se em Esperanto com um espírita da antiga Checoslováquia, consolando-o em suas lutas e ajudando-o na sustentação do ideal espírita em seu coração. Um outro correspondente ela teve na Polônia. Não era espírita mas passou a simpatizar com as idéias espíritas por influência dela, de quem recebeu poderosos alentos para atravessar rudes provações. Os Espíritos Guias revelaram a ela que esse polonês era a reencarnação daquele Roberto de Canalejas que aparece em alguns de seus livros. Desse Roberto, que era médico, ela recebeu receitas mediúnicas até 1931, pois ele reencarnou em 1932. Esse correspondente voltou à pátria espiritual em 1977” – afirmou. Discorreu, em seguida, o entrevistado, com detalhes, sobre as relações do Esperanto com o Espiritismo, afirmando que sempre se desenvolveram em clima de fraternidade e recíproco respeito: “Isso, certamente se deve, tanto à nobreza dos adeptos de ambos os movimentos quanto à consciência de todos sobre os recíprocos benefícios de uma convivência fraterna”, pois “o Esperanto se fortalece pela adesão de uma coletividade como a que é formada pelos espíritas, e o trabalho dos espíritas cresce, em qualidade e extensão, pelo uso e cultivo da Língua Internacional Neutra. Além disso, grande é o número de espíritas que trabalham pelo Esperanto, no Brasil.
O movimento Esperantista Internacional também tem grande apreço pelo trabalho dos espíritas. Os congressos, de ambos os movimentos, incluem em seus programas, itens relativos aos respectivos ideais”. Com relação à posição do Esperanto no contexto mundial, Affonso Soares afirmou que o Esperanto tem atravessado, vitorioso, grandes adversidades, ao longo de sua trajetória de quase 120 anos, trajetória, aliás, em termos de conquistas e transformações sociais, ainda bastante curta. “As adversidades mais relevantes foram os dois grandes conflitos mundiais, aos quais se somaram muitas perseguições locais; mas o Esperanto se mantém vivo, com vitalidade, estuante de potenciais para o futuro, atraindo a simpatia das almas esclarecidas e generosas em todos os povos, almas sensibilizadas pelos esforços dos esperantistas e pela grandeza dos ideais que o Esperanto encerra.
Sua generalização – prossegue o entrevistado – só se dará com o amadurecimento da Humanidade, o que, aliás, se aplica a todos os grandes ideais de progresso e renovação, neles incluídos, obviamente, o Espiritismo e o Evangelho. Tem-se, às vezes, a impressão de que o Esperanto não terá chance, mas isso se deve ao fato de se querer impor à marcha do progresso uma velocidade incompatível com ele, sobretudo quando se trata de transformações sociais. Os esperantistas, em sua imensa maioria, têm consciência disso. São pacientes, como todos os verdadeiros idealistas, e, enquanto esperam, vão trabalhando, cultivando e preservando a genial criação de Zamenhof, fazendo-a evoluir e, principalmente, dedicando-se aos ideais superiores de fraternidade e justiça, que constituem a alma do Esperanto”.
Quem quiser ler a entrevista na íntegra, basta fazer contato com a “Tribuna Espírita”:
Rua Prefeito José de Carvalho, 179
Jardim Treze de Maio – CEP 58025-430
João Pessoa, PB – telefone (83) 3224-9557.

SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES (SEI), nro 2.030

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Se você tem interesse em ouvir o Esperanto, não deixe de conferir o Pai Nosso cantado, com legendas em Esperanto e Português. Está localizado na página Textos, no link logo aqui ao lado esquerdo.