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Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício
constante de uma profissão nobre e digna.
O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.
Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da
Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações
com o necessário equilíbrio.
O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.
Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios
recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.
Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.
Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a
honorabilidade da classe a que pertença.
O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.
Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às
transações do comércio.
O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.
Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita
para favoritismos e vantagens na esfera profissional.
Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.
Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que
nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.
O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.
“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” — Jesus. (JOÃO, 5:17.)
Extraído do livro Conduta Espírita, FEB, 1998, cap 8
Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que
esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora
dele.
Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.
Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a
estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.
A humildade constrói para a Vida Eterna.
Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada,
sem infundir- -lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais,
evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.
O lar é a escola primeira.
Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos
menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.
A Seara do Cristo não tem fronteira.
Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender
fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em
qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.
Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles
que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e
comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.
Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.
Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo
características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores
arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.
“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.)
Extraído do livro Conduta Espírita, FEB, 1998, Cap 5
Demonstrar, com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.
A Vinha do Senhor é o mundo inteiro.
Colaborar na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas
sarjetas.
As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.
Consagrar os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte,
seja ele quem for.
O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.
Cumprimentar com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco,
inspirando-lhes confiança.
A saudação fraterna é cartão de paz.
Exteriorizar gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente
informações aos que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as
pessoas fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.
Alguns instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.
Coibir-se de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras
inconvenientes, mantendo silêncio e respeito, junto às residências particulares, e justa
veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos presídios.
A elegância moral é o selo vivo da educação.
Abolir o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os
mendigos e com os animais que nos surjam à frente.
Os menos felizes são credores de maior compaixão.
Proteger, com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais
recursos de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.
O logradouro público é salão de visita para toda a comunidade.
“Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15.)
Extraído do livro Conduta Espírita, FEB, 1998, Cap 6
Moderar as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação
quanto às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção
sistemática ou pela sombra do pessimismo.
O culto da temperança afasta o desequilíbrio.
Anotar a extensão das suas forças, consultando sempre os corações mais
amadurecidos no aprendizado terrestre, sobre as diretrizes e os passos fundamentais da própria existência, prevenindo-se contra prováveis desvios.
Invigilância conservada, desastre certo.
Guardar persistência e uniformidade nas atitudes, sem dispersar possibilidades em
múltiplas tarefas simultâneas, para que não fiquem apenas parcialmente executadas.
Inconstância e indisciplina são portas de frustração.
Abster-se do mergulho inconsciente nas atividades de caráter festivo, evitando,
outrossim, o egoísmo doméstico que inspire a deserção do trabalho de ordem geral.
A imprudência constrói o desajuste, o desajuste cria o extremismo e o extremismo
gera a perturbação.
Apagar intenções estranhas aos deveres de humanidade e ao aperfeiçoamento
moral de si mesmo.
A insinceridade ilude, primeiramente, aquele que a promove.
Buscar infatigavelmente equilíbrio e discernimento na sublimação das próprias
tendências, consolidando maturidade e observação no veículo físico, desde os primeiros
dias da mocidade, com vistas à vida perene da alma.
Os compromissos assumidos pelo Espírito reencarnante têm começo no momento
da concepção.
“Foge também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:22)
Extraído do livro Conduta Espírita, FEB, 1998, Cap 2.
Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar
alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.
Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse
bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.
Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes
sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.
O silêncio favorece a ordem.
Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os
para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.
Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões,
aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.
A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.
Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os
encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.
A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.
Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que
possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios
religiosos.
Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.
Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes
da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios
estranhos aos postulados espíritas.
Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.
Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios
ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais
expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.
A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” —
Jesus. (MATEUS, 18:20.)
(Extraido do livro Conduta Espírita, FEB, 1998, Cap 11)
Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada
tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.
Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.
Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que
falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.
O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.
Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da
maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade
santificante.
Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.
Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do
ponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das
provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.
O sacrifício representa o preço da alegria real.
Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples
ligação sexual, sem as belezas da maternidade.
Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas
para a eternidade.
Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala do
infortúnio.
Sexo desvirtuado, caminho de expiação.
Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e
realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.
O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (LUCAS,
10:41 e 42).
Extraído do livro Conduta Espírita, FEB, 1998. Cap 1.
